Mostra Novos Repertórios 

Desde 2007 a Mostra Novos Repertórios divulga o cenário local em um projeto potente e necessário. Ao agregar artistas importantes do teatro, da dança ou performance, num só evento, fomentamos a divulgação local e nacional de trabalhos artísticos.

Além das apresentações, atuamos na promoção de encontros, festas, refeições, debates, oficinas, reflexões e trocas entre os artistas locais e artistas convidados na articulação de novos caminhos e parceiros.

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Desde 2013 os movimentos sociais no Brasil soltaram a voz. Com muita potência, essas vozes têm nos feito olhar para a nossa sociedade, para o outro e para as múltiplas deficiências das nossas relações, humanas inclusive. Neste sentido a arte e todas as suas expressões contemporâneas, precisam se posicionar: ou estamos dentro ou estamos fora. Da luta, da reparação histórica e da evolução da sociedade como um todo, da nossa relação de paridade e igualdade com todos os seres vivos (não só o Homem, que fique claro) e com o ambiente.

 

Primeiro, nós, da Mostra Novos Repertórios, queremos dizer que estamos dentro. E então continuamos pensando: Qual é o nosso papel?

 

Um dos nossos grandes desafios é aprimorar/ aprofundar/ fomentar a relação entre a arte/ artistas de Curitiba e a cidade. Entendemos por cidade não só os cidadãos que aqui vivem, mas também os que por aqui passam, as ruas, os parques, a arquitetura, a mobilidade, a natureza, o que é do centro e o que é do periférico.

 

Acreditamos que esta relação pode ser transformada a partir daquilo que estamos falando. Então, para aproximar a Fala (dos artistas) e a Escuta (da Cidade) há um imenso trabalho a ser feito. E é por isso que afirmamos a necessidade de estarmos dentro e apoiando os movimentos sociais que despertaram com força, que se propõem à mudança, a acabar com qualquer forma discriminatória na nossa socie­dade e que enfim estão sendo ouvidos, muito em função do poder da redes sociais. Queremos contribuir com a formação de uma geração de respeito, que não identifica mais o que é do feminino e o que é do masculino, que não precisa usar das diferenças físicas e sociais e de um arsenal de piadas prontas, para afirmar superioridades inexistentes. Que entende enfim, o outro apenas como o outro e não como um oponente.

Talvez devêssemos estar falando aqui das qualidades dos espetáculos programados nesta edição, qualidades artísticas que são muitas, mas preferimos dizer que reunimos artistas talentosos, com trabalhos potentes, que dão voz a questões políticas, sociais, afetivas, sobre o nosso corpo, sobre nossas escolhas, sobre nossas piadas, sobre nossas histórias e nossas cores. E elas vão se propagar pela cidade.

 

Que a cidade esteja conosco.

 

GIOVANA SOAR// MICHELE MENEZES 

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